Domingo em casa, colocando tudo em ordem e descansando... Dia de se cuidar. Agora só falta arrumar umas roupas. Telefones desligados e apenas sossego. Valeu à pena. Almoço delicioso, filminho gostoso no VH1, Gisele fofa e...
Seriados em dia. Casa limpa, roupas prontas!
E ainda tem especial dos Pet Shop Boys no Eurochannel daqui a pouco. Recomendo. É sempre bom reservar um dia para se curtir e curtir a vida.
E nem usei nenhuma fotinha da Gisele, mas usarei em breve. Essa foto é de uma amiga que está doando os gatinhos aqui em Brasília. Nem preciso dizer qual eu escolheria..
I was wandering in the rain Mask of life, feelin’ insane Swift and sudden fall from grace Sunny days seem far away Kremlin’s shadow belittlin’ me Stalins’s tomb won’t le me be On and on and on it came Wish the rain would just let me be
How does it feel (How does it feel) How does it feel How does it feel When you’re alone And you’re cold inside
Here abandoned in my fame Armageddon of the brain KGB was doggin’ me Take my name and just let me be Then a beggar boy called my name Happy days will drown the pain On and on and on it came And again, and again, and again... Take my name and just let me be
How does it feel (How does it feel) How does it feel How does it feel How does it feel How does it feel (How does it feel ) How does it feel How does it feel When you’re alone And you’re cold inside
How does it feel (How does it feel) How does it feel How does it feel How does it feel How does it feel (How does it feel) How does it feel How does it feel
When you’re alone And you’re cold inside
Like a stranger in Moscow Like a stranger in Moscow We’re talkin’ danger We’re talkin’ danger baby Like a stranger Moscow
We’re talking danger We’re talking danger baby Like a stranger in Moscow I’m livin’ lonely I’m livin’ lonely baby A stranger in Moscow
Heal the world Make it a better place For you and for me And the entire human race There are people dying If you care enough for the living Make it a better place For you and for me
Voltei como em tantas outras vezes, com aquele mix de alegria e tristeza. Pelos mesmos motivos dos últimos 20 anos. Sim, esse tempo todo se passou e pouco mudou. Nem mesmo a trilha sonora que, com exceção das novas músicas ainda mantém todas aquelas músicas do New Order que tocaram inúmeras vezes naquele velho walkman que consumia aqulas pilhas como eu àquelas músicas, substituído pelos discman que disputou minha preferência com um mp3 player que mal cabiam 20 músicas mas que sempre cabiam aquelas do New Order. Hoje escrevo neste iPhone que substituiu o iPod que, durante alguns anos cumpriu a mesma função.
Mas posso afirmar que mudei, não apenas fisicamente, não apenas os fios brancos no cabelo, e alguns que agora aparecem na barba (que decidi manter, mesmo aparadas diariamente à máquina). Eliminei grande parte da culpa que trazia junto com a bagagem, culpa que me sufocou durante muitos anos. Culpa que não me pertencia mas que, como uma sombra,me acompanhou por tanto tempo. Todos nós envelhecemos, mas poucos amadureceram. A covarda o meu pai e irmão em proporção exponencial aos seus cabelos brancos e rugas. Cada vez mais insensíveis. Não há nada mais a se esperar deles. Nada. Aprendemos à lidar com as limitações que a vida nos impôs e, de alguma forma, isso nos fortaleceu. E temos algo que ele nunca nos deu, especialmente para mim: AMOR, isso nos manteve unidos e fortes, mesmo que não tenhamos superado tudo como esperávamos, ou como eu esperava.
Olhando através da janela do ônibus aquelas árvores, paisagens, curvas e placas tão conhecidas e meu reflexo, sei que em algumas horas esatarei de volta à Brasília, à minha rotina, à minha zona de conforto. Mais uma vez volto como antes, mas sempre renovo as esperanças, afinal mais uma vez tenho por aqui aqueles que amo e que me amam, meu lar, minha gata, meu emprego, desafios, conquistas e sonhos. E aquela pessoa que torna tudo isso ainda melhor... Talvez seja cedo demais para afirmar algo, mas existem coisas nesta vida que minha intuição (ou seria a experiência) não costuma falhar.
Muitas vezes sonhei em voltar com outros sentimentos. Talvez não seria eu voltando, mas qualquer um e, definitivamente, não sou qualquer um.
Transcrevo um texto do querido Luciano Pires, que diz algo que sinto há tempos... mas que infelizmente é muito comum por aí...
O Lobisomem
Era um evento para os fornecedores de um dos maiores grupos industriais do Brasil, na tentativa de renovação do relacionamento com sua cadeia de suprimentos. Antes de minha palestra, fui apresentado ao diretor industrial do grupo. No segundo coice, percebi a dimensão da cavalgadura com a qual eu tratava. No dia seguinte me disseram que tudo foi bem até o tal diretor industrial fazer seu pronunciamento. A mula passou o tempo todo ironizando e ameaçando os fornecedores. Destruiu o evento. Aquele troglodita me fez refletir sobre aquilo que chamo de “pequenos executivos”, uma praga abundante no Brasil. Conversando com um amigo que dirige uma agência de publicidade, ouvi das dificuldades que ele está tendo com um grande cliente: - Quando eu trato com o diretor ou presidente, eu resolvo num instante. Mas a garota que eles colocaram como gerente de marketing transforma minha vida num inferno. Não sabe o que quer, não tem experiência, pede mudanças sem sentido, volta atrás...E isso é custo, tempo perdido e stress desnecessário. Conversando com dois amigos que são atores, ouvi de seu sofrimento ao participar da escolha de elenco para um trabalho: - A diretora de “casting”, na verdade uma diretora artística frustrada, após passarmos horas esperando nossa vez, disse grosseiramente para irmos embora, sem ao menos nos testar. Foi humilhante. - Isso porquê você não viu como são tratadas as modelos...Até empurrão eu já tomei, com o coordenador me chamando de gorda na frente de todo mundo! Lembrei-me de algo que li tempos atrás, não sei quem escreveu, perguntando de que vale um engenheiro, um médico, um advogado, incapaz de emocionar-se com um livro, com uma música, com um filme. Um profissional tecnicamente perfeito, mas absolutamente ignorante sobre outros aspectos tão ou mais importantes que o conhecimento técnico e que são essenciais para compor um grande executivo. São esses que eu chamo de “pequenos executivos”. São predadores... Que tal hem? Os “pequenos executivos” são reconhecidos pela empresa como capazes de produzir resultados. Conheci um assim. Veio pro Mercosul, mudou toda a unidade que gerenciava, mandou gente embora, cortou despesas, mudou o foco dos produtos e conseguiu tirar um resultado excelente. Enquanto esteve aqui. Quando foi promovido pelos bons resultados, deixou para o sucessor (um brasileiro, é claro), uma bomba relógio que não demorou a explodir. Tecnicamente perfeito, aquele sujeito ignorava a existência de outras coisas além de produtividade, eficiência e curto prazo. Ignorou a marca. Ignorou a percepção dos clientes. Os serviços agregados. A reputação. Os relacionamentos construídos pelo tempo... Ele era um pequeno executivo. Um predador. Esqueceu que educação, cultura, respeito e boa vontade, que infelizmente são atributos intangíveis, são as verdadeiras bases para a construção de um líder. Mas...Gente assim não é cobrada por isso. Tá vendo só? Dinheiro: tangível, curto prazo, resultados... Reputação: intangível, longo prazo, percepção... Olha, eu torço para que o diretor industrial, a supervisora de marketing e a diretora de “casting” do início deste texto estejam dando ótimos resultados. Será uma pequena compensação para a destruição que aqueles “pequenos executivos”, estão causando à reputação das empresas nas quais trabalham. Então, eu lembrei de uma história. Eu era um garoto. Já tinha passado a propaganda dos cobertores Parahyba. Aquela... Naquela noite minha mãe não me botou na cama. Eu estava assistindo tv (em preto e branco), caminhei até o aparelho e girei o seletor de canais (não tinha controle remoto!) e eu caí num filme do lobisomem. Na hora que o homem vira monstro. A transformação era grotesca, aquele monte de pelos aparecendo e os dentões. E o close no bicho, que vinha em direção à gente. Fiquei arrepiado. Os olhos esbugalhados. E sem coragem de ir mudar o canal... Que horror! Como é que uma pessoa normal, igualzinha a qualquer um de nós, vira monstro de uma hora para outra? Pois depois que cresci, já vi um monte de lobisomens. Pois eu conheci Lobisomens, gente que é normalzinha, legalzinha, até receber uma promoção. E vira lobisomem. Quando é homem, lentamente os testículos sobem para o cérebro e o sujeito se sente poderoso. Quando é mulher, não sei bem o que sobe, mas que sobe, sobe... E o monstro começa a fazer vítimas, entre quem, pouco tempo atrás, era igualzinho a ele. No mundo dos negócios, acho que isso tem a ver com o despreparo das pessoas para a nova posição. Ganham status, passam a ser mais do que as pessoas com as quais conviviam, e não sabem lidar com isso. Aí viram lobisomens. Pois essa é a mágica que transforma homens em lobisomens... Poder. Como nos pequenos executivos, o poder é o fiel da balança. E será que dá pra ter poder sem virar lobisomem? Acho que sim. É tudo uma questão de preparo, principalmente num aspecto que as empresas não se dão conta, pela impossibilidade de medir: a capacidade de julgamento. Julgamento é a habilidade de antecipar as possíveis conseqüências de uma ação e então avaliar como os resultados dessa ação se encaixam num objetivo maior. Se a pessoa não foi preparada para usar um julgamento adequado, temos pequenos executivos. E lobisomens. Pois é... E eu me pergunto quantas empresas estão preocupadas em dar às suas chefias uma base sólida para que as decisões sejam tomadas usando o melhor julgamento possível. Só fazem isso quando a questão é eficiência operacional. E quando a gente fala de política? Como é que é? E nós? Como estamos nos preparando para refinar nossa capacidade de julgamento? Será que o conhecimento que temos sobre o ambiente onde trabalhamos, sobre nossos clientes, sobre o mercado, nos dá uma base suficiente para boas decisões? Tenho minhas dúvidas. Tudo que tenho visto são programas de treinamento voltados para a eficiência operacional. Para ensinar a fazer cada vez melhor o que a gente sempre fez. Vejo também uma pressa insana na busca por certificações teóricas que garantam pontos aos currículos das empresas e dos profissionais. Nenhuma preocupação com bom senso, cultura, repertório, arte de pensar, polidez, apreço... Quereis ver o vilão, bota-lhe o bastão na mão” Um ouvinte, Camillo Carneiro me mandou esta frase: "Quereis ver o vilão, bota-lhe o bastão na mão” Pois essa é a mágica que transforma homens em lobisomens... Poder. Como nos pequenos executivos, o poder é o fiel da balança. E será que dá pra ter poder sem virar lobisomem? Acho que sim. É tudo uma questão de preparo, principalmente num aspecto que as empresas não se dão conta, pela impossibilidade de medir: a capacidade de julgamento. Julgamento é a habilidade de antecipar as possíveis conseqüências de uma ação e então avaliar como os resultados dessa ação se encaixam num objetivo maior. Se a pessoa não foi preparada para usar um julgamento adequado, temos pequenos executivos. E lobisomens. Pois é... E eu me pergunto quantas empresas estão preocupadas em dar às suas chefias uma base sólida para que as decisões sejam tomadas usando o melhor julgamento possível. Só fazem isso quando a questão é eficiência operacional. E quando a gente fala de política? Como é que é? E nós? Como estamos nos preparando para refinar nossa capacidade de julgamento? Será que o conhecimento que temos sobre o ambiente onde trabalhamos, sobre nossos clientes, sobre o mercado, nos dá uma base suficiente para boas decisões? Tenho minhas dúvidas. Tudo que tenho visto são programas de treinamento voltados para a eficiência operacional. Para ensinar a fazer cada vez melhor o que a gente sempre fez. Vejo também uma pressa insana na busca por certificações teóricas que garantam pontos aos currículos das empresas e dos profissionais. Nenhuma preocupação com bom senso, cultura, repertório, arte de pensar, polidez, apreço... Tudo que tenho visto são fábricas de lobisomens. Cuidado com os pequenos executivos e com os lobisomens: você pode se tornar um deles...
Last night, Rachael Ray e Kyan Douglas (QEFTSG) demonstravam as pavorosas técnicas de depilação masculina (um crime ambiental chamado ManScaping = retirada de pêlos desnecessários). Da pomada ao cortador de cabelo elétrico, passando pela cera e gilete. O melhor foram os modelos ultra-hairy e suas esposas achando tudo aquilo fantástico. Me too! But anoter thing. Essa baixinha sabe manter a audiência. Pena que Anas Marias Bragas tentam copiar o programa e conseguem piorar tudo... Sem falar naqueles que tiram as sobrancelhas e ficam bem femininos e medonhos!
Sim, contando os dias para assistir ao novo filme de Sam Raimi (assinando direção e roteiro) - Arraste-me para o inferno (Drag me to Hell). Raimi ficou conhecido pelo grande público (e milionário) por dirigir os blockbusters da franquia Homem Aranha (todos eles!), mas para os fãs de filmes de terror, por ter dirigido os clássicos "A Morte do Demônio" (Evil Dead) em 1981 e "A Hora do Pesadelo" em 1984, "Uma noite Alucinante" em 1987, que estão na lista dos meus filmes de terror favoritos ever! Em 2010 teremos o remake de Evil Dead, produzido novamente por ele. Ainda bem que este estréia em agosto, embora já tenha para download na maioria dos sites. Tentarei resistir até a estréia no Brasil... vamos ver se consigo. BOOOOOOOOOOOOOO!
Enquanto ouvia aquele papo sobre família, mulheres, profissão, planos, filhos e brinquedos, pensava na minha vida, não fazendo um paralelo com o que eles afirmavam, todas aquelas coisas comuns e previsíveis da vida "normal", mas pensava no que aquilo significava para mim. É estranho perceber sua diferença no meio do comum. E não digo o comum no sentido do vulgar ou simples, mas no comum do dia-a-dia da maioria das pessoas que é trabalhar, casar, ir para casa, viajar nas férias, comprar um carro, uma casa, assistir jogo às quartas, visitar parentes, fazer compras do mês, ter filhos. Aguardar a aposentadoria e viver suas rotinas mornas e insípidas (para este que vos escreve). Nessas horas resgato meu orgulho próprio e minha singularidade. Não estou criticando o lugar comum, afinal a maioria vive nele e é assim que o mundo funciona. O mundo real ou o que achamos que é real (porque a realidade está muito além do que a vida aparenta). De alguma forma isso vi que era mais do que hora de mudar as minhas próprias rotinas, ousar mais, ir além. Por isso fiz toda uma reformulação, pessoal, íntima, externa e interna. Assim teria mais a ver com o que sou agora, com o que tenho e com onde pretendo chegar, sabendo e curtindo mais o caminho e o processo. Aquela historinha de um passo por dia tem muito a ver com a disciplina que conquistei. Mas certos caminhos percorridos não me agradam e simplesmente serão ignorados, assim como algumas pessoas e lugares. Ao olhar no espelho, consegui ver novamente meu reflexo, meu sorriso, minha alegria e minha luz.
Clean The cleanest I've been An end to the tears And the in-between years And the troubles I've seen
Now that I'm clean You know what I mean I've broken my fall Put an end to it all I've changed my routine Now I'm clean